quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Caso Sakineh

“Em entrevista ao jornal britânico The Times, o advogado Javid Houtan Kian pediu às potências ocidentais que continue pressionando o governo do Irã a suspender a condenação à morte de sua cliente, Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada de adultério e inicialmente sentenciada a apedrejamento.”
Fonte: Site do Jornal Opera Mundi, 28/08/2010, (http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=6009)

Segundo a sharia, a lei islâmica, uma mulher acusada de adultério deve ser apedrejada até a morte em público, caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, iraniana acusada de adultério recentemente.
A comunidade internacional mobilizou-se para que fosse revogada sua pena. O presidente brasileiro, Luiz Inácio “Lula” da Silva, que mais recentemente estreitou relações com Mahmoud Ahmadinejad, o presidente iraniano, ofereceu asilo para Sakineh afim de que não fosse executada dessa forma, pois ele é o político que teria mais influência sobre as opiniões do presidente daquele país. Jornais conservadores do país islâmico condenaram veementemente a posição do nosso presidente dizendo que “ele estaria interferindo em assuntos internos do Irã”. Mais tarde houve a declaração formal de que a oferta de Lula havia sido recusada pelo governo iraniano.
A União Europeia manifestou-se dia 27 deste mês de agosto contra o que o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, classificou como “prática de outros tempos” e anunciou o envio de uma carta de todos os Estados-membros da UE às autoridades de Teerã colocando uma gestão discreta frente a eles.
A questão acerca deste assunto é: Até que ponto a cultura de um país não deve sofrer intervenção de outro? Quais seriam os limites para que uma condenação severa, até mesmo de morte, seja tratada como “assunto interno” de determinado país? A Organização das Nações Unidas - ONU - deveria impor leis que colocassem limites às práticas culturais para que casos como este não mais ocorra?

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