XVI ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Os Organismos Internacionais na Nova Ordem Mundial
Brasília - 18 a 21 de maio de 2011
Saiba mais: http://www.faap.br/eneri2011/
O CIERI ESAMC Campinas gostaria muito que os alunos do curso de Relações Internacionais da nossa faculdade participacem deste evento para dividir conosco os conhecimento adquiridos.
domingo, 13 de março de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O povo não deve temer seus governantes; são os governantes quem devem temer seu povo!
Baseando-me na frase retirada do filme V for Vendetta (V de Vingança) eu interpreto os atuais acontecimentos que vem ocorrendo no Egito desde o dia 24/01.
Após 30 anos de um governo ditatorial, corrupto e anti-democrático, por algum motivo (fontes citam a crise econômica, mas existe "mais fogo de onde sai toda essa fumaça") a população iniciou uma série de protestos nas ruas da capital egípcia Cairo reinvidicando uma reforma política no país, e o desmantelamento do atual governo.
Como acontece em todos regimes ditatoriais, o governo tentou reprimir os protestos de forma brutal aos olhos do mundo (até o bloqueio das transmições do canal Al Jazeera e da internet). E como num passe de mágica os governos de outros países "descobriram" a situação em que vive a população.
Dessa forma, muitos países se vêem em uma situação complicada:
1 - Apoiar o movimento popular, e exigir a reforma política de um regime ditatorial para um regime democrático;
2 - Ou continuar a fazer vistas grossas, para continuar a obter o apoio do governo de um país com forte representatividade no mundo Árabe.
Como sempre, os interesses que motivam essa "difícil" decisão estão longe de serem humanitários, democráticos, justos e estão muito mais próximos de decisões políticas-financeiras.
Enquanto isso o atual presidente (leia-se ditador) Mubarak "se esperneia" afim de garantir o apoio dos militares, nomeando como vice um general do alto escalão das forças armadas, Omar Suleiman.
Mas ao mesmo tempo, parece que inclusive o exército é condescendente na tentativa de reprimir os protestos, demonstrando uma certa hesitação em assumir um posicionamento claro nessa situação.
O povo continua se manifestando, ignorando o toque de recolher, e enfrentando as forças de repressão. E nessa odisséia o saldo de mortos já ronda a casa dos 100.
O preço pago por esse movimento é alto, assim como foi o preço que muitos pais e avós nossos pagaram para o reestabelecimento da democracia. Mas, mais alto do que esse preço seria o fracasso do movimento popular.
Em meio a tantas notícias veiculadas nos meios de comunicações nos dias de hoje, é bom entender e saber o que acontece e qual é a causa dos acontecimentos no Egito. E mesmo sem poder influenciar muito, devemos apoiar um movimento popular, que por enquanto se apoia sem nenhuma bandeira partidária (por enquanto), e sim é liderada por jovens estudantes e pela população pobre cansada de ser açoitada nesses 30anos pelo regime de Hosni Mubarak.
Sinto falta de movimentos parecidos com este, aqui no Brasil.
Que mesmo diante de tantos escândalos, continua passívo, "Deitado eternamente(...)"
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Caso Battisti
No dia 30 de dezembro de 2.010, o então presidente brasileiro Lula, decidiu negar a extradição de Cesare Battisti, ex-militante do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas em um julgamento a revelia (para quem não sabe, significa que foi julgado sem sua presença em júri impossibilitando-o de se defender das acusações), pois estava refugiado na França beneficiado pela doutrina Mitterrand - que garantia asilo a ex-militantes políticos que se comprometessem a abandonar a luta armada.
Essa decisão causou certo mal estar nas relações diplomáticas Ítalo-brasileiras, especialmente após uma declaração do Ministério das Relações Exteriores italiano disse que "haverá retaliações" e que o país reserva "o direito de considerar todas as medidas necessárias para obter o respeito ao tratado bilateral de extradição". Ou seja, serão usadas retaliações políticas, comerciais e até mesmo boicotes de viagens de italianos ao Brasil. O então ministro das Relações Exteriores disse que não haveria maiores consequências para as relações entre Brasil e Itália, porém o embaixador italiano no Brasil foi chamado várias vezes para aquele país, o que demonstra certa tensão.
No entanto, há contradições sobre o verdadeiro motivo da condenação de Battisti, de que ele seria um prisioneiro político e que até mesmo ele não teria participado dos assassinatos, já que ele alega ter sido vítima de armação de um companheiro de guerrilha que praticou os assassinatos e pôs a culpa sobre ele.
Battisti foi classificado como terrorista pelo governo italiano, já que apenas os que cometem crime contra o governo recebem essa denominação.
A questão que surge no ar é se realmente foi uma decisão sensata do nosso ex-presidente e seu então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e qual seria a motivação para tal atitude, já que era previsto uma desestabilização das relações entre os países em questão.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Questão Cultural
Texto do jornal The New York Times - Discussão para aulas de Antropologia Cultural:
Na era da globalização, o que deveríamos ler?
"Foi humilhante ver como nossos colegas chineses sabiam tudo sobre Immanuel Kant e Marcel Proust, sugerindo paralelos (que poderiam estar certos ou errados) entre Lao Tsé e Friedrich Nietzsche – enquanto a maioria dos europeus entre nós mal conseguia ir além de Confúcio, e muitas vezes com base somente em análises em segunda mão."
Na era da globalização, o que deveríamos ler?
"Foi humilhante ver como nossos colegas chineses sabiam tudo sobre Immanuel Kant e Marcel Proust, sugerindo paralelos (que poderiam estar certos ou errados) entre Lao Tsé e Friedrich Nietzsche – enquanto a maioria dos europeus entre nós mal conseguia ir além de Confúcio, e muitas vezes com base somente em análises em segunda mão."
PGE ESAMC
Os alunos dos cursos de Relações Internacionais e Administração da ESAMC Campinas apresentaram em 2010 o primeiro PGE (Projeto de Graduação Esamc) do curso de RI.
O projeto foi organizado por um grupo de seis pessoas, Elvira Becker, Juliana Rinaldi, Leonardo Galvão, Márcia Fellone, Roberta Oliveira e Stefânia Dalfré, que conquistaram a nota máxima dos avaliadores. Márcia Fellone, uma das alunas, explicou ao Jornal Tribuna de Paulínia que a idéia inicial do projeto foi abrir um negócio no segmento de reciclagem na Cidade do Cabo, na África do Sul, mais precisamente na cidade de Cape Town. No entanto, no decorrer da pesquisa e com a ajuda recebida, na África do Sul, do coordenador e responsável pelo departamento de Gestão do Lixo da Cidade do Cabo, Barry Coetzee e pelo pesquisador e economista do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial (CSIR) da África do Sul, Anton Nahman, identificaram a inexistência de cooperativas de reciclagem na cidade. “A partir daí, nosso foco foi a abertura de uma cooperativa de reciclagem lá” explicou.
http://portaltribuna.com/portal/?p=2701
O projeto foi organizado por um grupo de seis pessoas, Elvira Becker, Juliana Rinaldi, Leonardo Galvão, Márcia Fellone, Roberta Oliveira e Stefânia Dalfré, que conquistaram a nota máxima dos avaliadores. Márcia Fellone, uma das alunas, explicou ao Jornal Tribuna de Paulínia que a idéia inicial do projeto foi abrir um negócio no segmento de reciclagem na Cidade do Cabo, na África do Sul, mais precisamente na cidade de Cape Town. No entanto, no decorrer da pesquisa e com a ajuda recebida, na África do Sul, do coordenador e responsável pelo departamento de Gestão do Lixo da Cidade do Cabo, Barry Coetzee e pelo pesquisador e economista do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial (CSIR) da África do Sul, Anton Nahman, identificaram a inexistência de cooperativas de reciclagem na cidade. “A partir daí, nosso foco foi a abertura de uma cooperativa de reciclagem lá” explicou.
http://portaltribuna.com/portal/?p=2701
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
As Relações Internacionais após o escândalo WikiLeaks
As Relações Internacionais, sejam elas performadas por estados, empresas, organizações internacionais, ONGs etc... são algo parecido como um campo minado.
O ambiente é tenso e a linha entre a cooperação e o conflito é sempre tênue e instável, justamente pela falta de clareza, interesses conflitantes, e desconfiança mútua.
As relações, sejam elas estatais, privadas, não-governamentais quer queira, quer não são baseadas em relações humanas e por ser algo parecido como andar em cacos de vidro, a diplomacia é algo que requer um protocolo, etiqueta, discrição, em níveis elevadíssimos.
Falar mal, todos sabem que todos falam. Tentar saber o que o outro sabe, todos fazem e todos querem saber. Mas saber do discurso por trás do discursos (Teorias Pós-Modernas), o verdadeiro significado das ações, a motivação, as intensões do player principal do cenário internacional é algo almejado por todas as embaixadas do mundo.
Do ponto de vista do senso comum, as declarações que foram, e que ainda vão ser divulgadas pelo WikiLeaks podem não ter valor nenhum, e não passar de mero ataque (irresponsável) an estabilidade mundial, ou algo parecido com isso.
Mas para quem está envolvido nesse ambiente, para quem qualquer tipo de informação é importante para decisões de políticas externas, decisões comerciais, e qualquer outro tipo de relação possível entre dois estados e seus representantes as informações vazadas pelo WikiLeaks são de suma importância, e com um valor incomensurável.
Imagine vocês representantes dos interesses de um estado, ou empresa, prestes a fechar um acordo com o governo "x". Você gostaria ou não de saber o que realmente motiva a outra parte nessa situação, quais são os verdadeiros interesses por trás do discursso.
O que quero expor aqui, é que respeito a opinião do autor do texto e não considero que seja certo, nem tampouco errado. É apenas um ponto de vista. Mas para as relações internacionais, para a diplomacia, eu parafrasearei o chanceler Franco Frattini: "É um 11 de setembro para a diplomacia mundial".
A maneira como os governos estão lidando com as informações, muito embora discreta e sem muitas declarações escondem a "polvoroza" criada pelos documentos. E a maior prova disse é a prisão do fundador do site. Me expliquem como alguém que não matou ninguém, não traficou, não roubou e é apenas SUSPEITO de assédio/estupro pode ser uma das pessoas mais procuradas pela InterPol?
E vocês já pararam pra pensar como é fácil forjar um crime como esses? Paga-se tanto para uma mulher, e ela afirma que foi assediada pelo cara.
Não estou dizendo que foi isso que aconteceu, mas seria de bom grado levar em consideração outras hipóteses, tentar enxergar por outro ponto de vista, saber, ler, entender o que é divulgado, tentar saber quais são os interesses por trás da notícia, e por fim aventar hipóteses.
Enfim, WikiLeaks está longe de ser inútil, e nunca foi tão relevante no cenário internacional. E os EEUU sabem disso muito bem.
O ambiente é tenso e a linha entre a cooperação e o conflito é sempre tênue e instável, justamente pela falta de clareza, interesses conflitantes, e desconfiança mútua.
As relações, sejam elas estatais, privadas, não-governamentais quer queira, quer não são baseadas em relações humanas e por ser algo parecido como andar em cacos de vidro, a diplomacia é algo que requer um protocolo, etiqueta, discrição, em níveis elevadíssimos.
Falar mal, todos sabem que todos falam. Tentar saber o que o outro sabe, todos fazem e todos querem saber. Mas saber do discurso por trás do discursos (Teorias Pós-Modernas), o verdadeiro significado das ações, a motivação, as intensões do player principal do cenário internacional é algo almejado por todas as embaixadas do mundo.
Do ponto de vista do senso comum, as declarações que foram, e que ainda vão ser divulgadas pelo WikiLeaks podem não ter valor nenhum, e não passar de mero ataque (irresponsável) an estabilidade mundial, ou algo parecido com isso.
Mas para quem está envolvido nesse ambiente, para quem qualquer tipo de informação é importante para decisões de políticas externas, decisões comerciais, e qualquer outro tipo de relação possível entre dois estados e seus representantes as informações vazadas pelo WikiLeaks são de suma importância, e com um valor incomensurável.
Imagine vocês representantes dos interesses de um estado, ou empresa, prestes a fechar um acordo com o governo "x". Você gostaria ou não de saber o que realmente motiva a outra parte nessa situação, quais são os verdadeiros interesses por trás do discursso.
O que quero expor aqui, é que respeito a opinião do autor do texto e não considero que seja certo, nem tampouco errado. É apenas um ponto de vista. Mas para as relações internacionais, para a diplomacia, eu parafrasearei o chanceler Franco Frattini: "É um 11 de setembro para a diplomacia mundial".
A maneira como os governos estão lidando com as informações, muito embora discreta e sem muitas declarações escondem a "polvoroza" criada pelos documentos. E a maior prova disse é a prisão do fundador do site. Me expliquem como alguém que não matou ninguém, não traficou, não roubou e é apenas SUSPEITO de assédio/estupro pode ser uma das pessoas mais procuradas pela InterPol?
E vocês já pararam pra pensar como é fácil forjar um crime como esses? Paga-se tanto para uma mulher, e ela afirma que foi assediada pelo cara.
Não estou dizendo que foi isso que aconteceu, mas seria de bom grado levar em consideração outras hipóteses, tentar enxergar por outro ponto de vista, saber, ler, entender o que é divulgado, tentar saber quais são os interesses por trás da notícia, e por fim aventar hipóteses.
Enfim, WikiLeaks está longe de ser inútil, e nunca foi tão relevante no cenário internacional. E os EEUU sabem disso muito bem.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Caso Sakineh
“Em entrevista ao jornal britânico The Times, o advogado Javid Houtan Kian pediu às potências ocidentais que continue pressionando o governo do Irã a suspender a condenação à morte de sua cliente, Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada de adultério e inicialmente sentenciada a apedrejamento.”
Fonte: Site do Jornal Opera Mundi, 28/08/2010, (http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=6009)
Fonte: Site do Jornal Opera Mundi, 28/08/2010, (http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=6009)

Segundo a sharia, a lei islâmica, uma mulher acusada de adultério deve ser apedrejada até a morte em público, caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, iraniana acusada de adultério recentemente.
A comunidade internacional mobilizou-se para que fosse revogada sua pena. O presidente brasileiro, Luiz Inácio “Lula” da Silva, que mais recentemente estreitou relações com Mahmoud Ahmadinejad, o presidente iraniano, ofereceu asilo para Sakineh afim de que não fosse executada dessa forma, pois ele é o político que teria mais influência sobre as opiniões do presidente daquele país. Jornais conservadores do país islâmico condenaram veementemente a posição do nosso presidente dizendo que “ele estaria interferindo em assuntos internos do Irã”. Mais tarde houve a declaração formal de que a oferta de Lula havia sido recusada pelo governo iraniano.
A União Europeia manifestou-se dia 27 deste mês de agosto contra o que o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, classificou como “prática de outros tempos” e anunciou o envio de uma carta de todos os Estados-membros da UE às autoridades de Teerã colocando uma gestão discreta frente a eles.
A questão acerca deste assunto é: Até que ponto a cultura de um país não deve sofrer intervenção de outro? Quais seriam os limites para que uma condenação severa, até mesmo de morte, seja tratada como “assunto interno” de determinado país? A Organização das Nações Unidas - ONU - deveria impor leis que colocassem limites às práticas culturais para que casos como este não mais ocorra?
A comunidade internacional mobilizou-se para que fosse revogada sua pena. O presidente brasileiro, Luiz Inácio “Lula” da Silva, que mais recentemente estreitou relações com Mahmoud Ahmadinejad, o presidente iraniano, ofereceu asilo para Sakineh afim de que não fosse executada dessa forma, pois ele é o político que teria mais influência sobre as opiniões do presidente daquele país. Jornais conservadores do país islâmico condenaram veementemente a posição do nosso presidente dizendo que “ele estaria interferindo em assuntos internos do Irã”. Mais tarde houve a declaração formal de que a oferta de Lula havia sido recusada pelo governo iraniano.
A União Europeia manifestou-se dia 27 deste mês de agosto contra o que o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, classificou como “prática de outros tempos” e anunciou o envio de uma carta de todos os Estados-membros da UE às autoridades de Teerã colocando uma gestão discreta frente a eles.
A questão acerca deste assunto é: Até que ponto a cultura de um país não deve sofrer intervenção de outro? Quais seriam os limites para que uma condenação severa, até mesmo de morte, seja tratada como “assunto interno” de determinado país? A Organização das Nações Unidas - ONU - deveria impor leis que colocassem limites às práticas culturais para que casos como este não mais ocorra?
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